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Sunday, August 25, 2013

Solilóquios de Shakespeare


Solilóquios de Shakespeare – Pocket Show Texto: William Shakespeare Direção: Hermano Leitão Elenco: Claudiane Carvalho, Gabriel Monteiro, Hermano Leitão, Jally Ferrari, Luana Martins, Rogério Favoretto, Rodrigo Medeiros, Rudy Serrati, Viviane Esteves e Wallace Becker. Duração: 50 min Gênero: drama Classificação: 12 anos Teatro Maria Della Costa Temporada: 06/09/2013 a 22/11/2013 Horário: sexta-feira às 21:00h Ingressos: R$40,00 (inteira) - R$20,00 (meia) Produção: Oh! Comunicação Teaser: http://youtu.be/nwikpJhEICM Página no facebook: https://www.facebook.com/SoliloquiosDeShakespeare Solilóquios de Shakespeare. Texto: William Shakespeare Direção: Hermano Leitão. Elenco: Claudiane Carvalho, Gabriel Monteiro, Hermano Leitão, Jally Ferrari, Luana Martins, Rogério Favoretto, Rodrigo Medeiros, Rudy Serrati, Viviane Esteves e Wallace Becker. Em formato de pocket show, a trupe apresenta monólogos clássicos do bardo inglês das peças Hamlet, Otelo, Trabalhos de Amor Perdidos, O Mercador de Veneza, e extratos do II Ato da peça Shakespearing. Duração: 50 min. Classificação: 12 anos. Estreia: 06/09/2013, 21:00h. Teatro Maria Della Costa. 370 lugares. Ingresso: R$40,00 Nascido de um projeto que se iniciou com uma oficina de decupagem de textos de Shakespeare e com objetivo final de comemorar o aniversário de 400 anos da morte do bardo inglês na temporada da comédia Shakespearing, a ser encenada de março de 2014 ao dia 23 de abril de 2016, o Pocket Show Solilóquios de Shakespeare, com estreia prevista para 06/09/2013 no Teatro Maria Della Costa, é um produto dos objetivos que se seguem imediatamente ao primeiro - a gravação e exibição de produto audiovisual de igual nome. O desenvolvimento desse trabalho com desenvoltura crescente tem raiz em estudo verticalizado de textos de Shakespeare articulado em planejamento de longo prazo e estratégia de visibilidade. Inicialmente, a Oficina teve o mérito de identificar os textos a serem trabalhados nas diversas linguagens previstas no projeto, bem como de equalizar e afinar as interpretações mediante compreensão de toda a concepção para alcance do objetivo final. O produto audiovisual (DVD/filme), por sua vez, logrou constatar a receptividade do público na avant première realizada no Espaço Itaú de Cinema, no Shopping Frei Caneca, no dia 01/08/2013 - que teve direito a sessão extra e venda de DVD do filme. O pocket show é, pois, uma consequência natural desse processo de criação artística. De forma filtrada, a seleção dos textos para a apresentação no teatro concentrou-se nas peças Hamlet, Othelo, O Mercador de Veneza, Como Gostais e na peça a ser encenada na data comemorativa. A intermediação desses textos é realizada por um arauto em proscênio que chama Hamlet, Iago, Antonio, Edmundo, Shylock e outros personagens a exibirem seus respectivos solilóquios. O projeto espera, então, vida longa aos seus filhos criados em celebração também aos 460 anos de nascimento de William Shakespeare em igual data de 23 de abril. E que viva o bardo!

Sunday, April 14, 2013

Mata Hari e 007: Brasil, Nação Sem Caráter

Mata Hari e 007: Brasil, Nação Sem Caráter: Terminei de ler Brasil, Nação Sem Caráter (2013) de Hermano Leitão da All Print Editora . Gostei muito! O autor é advogado e faz um apa...

Monday, April 01, 2013

Noite de Autógrafos


                                               Brasil, nação sem caráter.

A partir de uma introdução que aponta um roteiro delimitado no objetivo da obra, o primeiro capítulo trata da Colonização no Brasil por meio da análise do caráter do povo Português; dos paleolíticos Tupiniquins; das consequências da Guerra dos Tamoios; uma comparação com o indígena Americano; o fato de três séculos de escravidão sangrenta; a inexistência de uma revolução dos negros; a realidade do Apartheid; o imperialismo brasileiro na Guerra do Paraguai; a essência dos conflitos internos com a Coroa Portuguesa - em especial a explicitação da carnificina da repressão na cabanagem; o condicionamento religioso diagnosticado como “Ditadura do Sobrenatural”; e, por fim as contribuições da emigração europeia - a italiana em particular.
O segundo capítulo matiza a influência do poder militar com a fundação da República; a repressão e inexistência de participação popular na República Velha; o jogo de poder do Tenentismo; as consequências duradouras da Ditadura Vargas; a reação esboçada na Revolta Paulista de 1932; o limiar da simpatia Nazi-Facista nos círculos de poder da República; a política desenvolvimentista dos Generais Ditadores; e, em contraponto, uma visão sobre os movimentos de combate à ditadura por meio de métodos terroristas.
No terceiros capítulo, o livro foca o "Poder Civil" a partir da Lei de Anistia; a inauguração da Nova República; uma visitada no panorama mundial com a queda do muro de Berlim; e o desmoronamento das estruturas econômicas do país no governo Sarney, bem como o advento da presidência de Fernando Collor: do confisco ao impeachment. Oriunda dessas crises, aponta a criação do Plano Real; e a discussão da ética na política desemboca na crise Mensalão do PT.
Até essa crise de caráter, o Brasil pode ser comparado a um indivíduo cuja infância foi violenta e a adolescência foi uma aventura criminosa impune. Nessa perspectiva, o quarto capítulo questiona a legitimidade dos Poderes, a descrever um Legislativo dependente e provisório; um Executivo centralizador e autoritário; um Judiciário moroso e tentacular; e uma estrutura partidária sem participação permanente de eleitores. Essa composição social desestruturada provoca a atenção no livro para o drama da violência urbana, cujo freio civilizatório da educação se apresenta impotente para encaminhar o amadurecimento do brasileiro.
Diante desse drama desenvolvido pelo fio da violência e ineficácia do modelo social, econômico e político, o quinto capítulo propõe a ruptura por meio da consideração das diferentes regionalidades culturais, sociais e econômicas de cada região com suas respectivas Administrações Independentes e Orçamentos próprios. No livro, esse processo é denominado de Revolução Estrutural a ser implementada por uma Constituição Divisória. As peculiaridades da União Federativa do Brasil são desenhadas em um novo modelo de estrutura institucional de cinco poderes horizontais e independentes, conforme organograma apresentado na obra. A verticalização de cada estrutura de poder desemboca no prestígio do cidadão ou da representação social nuclear mais dinâmica, como forma de se atingir o Caráter Proposto.
No mínimo, o livro enfrenta as desigualdades entre regiões e cidadãos, para falar da dor e da perspectiva dessa Nação sem caráter.